Seguro para Drone: RETA Obrigatório, Casco e Preço em 2026

Atualizado: 21 de set.
Todo drone usado em operação não recreativa no Brasil precisa de seguro RETA. O RETA cobre danos que o drone causar a pessoas e bens na superfície, é exigido pela ANAC e independe do peso do equipamento — um drone de 900 g em voo comercial está na mesma obrigação de um de 25 kg. O que o RETA não cobre é o próprio drone: queda, colisão e flyaway só são indenizados pela cobertura de casco, que é separada e facultativa.
O seguro de drone é obrigatório?
Depende do uso, não do preço do equipamento.
Obrigatoriedade de seguro por tipo de operação com drone:
Situação | RETA | Cadastro |
Recreativo, até 250 g, linha de visada | Dispensado | Dispensado |
Recreativo, acima de 250 g | Dispensado | SISANT obrigatório |
Comercial ou corporativo, qualquer peso | Obrigatório | SISANT obrigatório |
Agrícola (pulverização, mapeamento) | Obrigatório | SISANT + cadastro MAPA |
Operação não recreativa inclui fotografia e filmagem vendidas, inspeção de telhado e torre, topografia, mapeamento, vistoria de sinistro, pulverização agrícola e qualquer voo feito por funcionário no exercício da função — mesmo sem cobrança direta pelo voo.
Base legal
Lei 7.565/1986 (Código Brasileiro de Aeronáutica), art. 281: institui o seguro RETA para aeronaves.
RBAC-E nº 94 (ANAC): regulamento das aeronaves não tripuladas: classes por peso e exigência de seguro em operação não recreativa.
SISANT (ANAC): cadastro obrigatório do equipamento acima de 250 g.
SARPAS (DECEA) e ICA 100-40: autorização de acesso ao espaço aéreo.
Código Civil, art. 927: dever de reparar o dano causado a terceiro.
Qual a diferença entre RETA e casco no seguro de drone?
São dois seguros independentes. O RETA protege quem está embaixo do drone. O casco protege o drone.
RETA x Casco: o que cada cobertura indeniza:
Evento | RETA | Casco |
Drone cai sobre pedestre | Cobre a vítima | Cobre o drone |
Drone cai sobre carro estacionado | Cobre o carro | Cobre o drone |
Flyaway (perda de sinal, drone some) | Não cobre | Cobre |
Colisão com galho, poste ou estrutura | Não cobre | Cobre |
Queda no rio ou lago durante mapeamento | Não cobre | Cobre |
Deriva de calda em lavoura vizinha | Cobre o terceiro* | Não cobre |
Furto do drone no transporte | Não cobre | Cobre (se contratado) |
*Deriva exige cobertura específica de RC por operação ou payload. O RETA padrão cobre o impacto físico, não o dano químico. Em operação de pulverização, confirme a cláusula antes do primeiro voo.
Quanto custa o seguro de drone em 2026
O prêmio do casco é calculado como percentual do valor do equipamento. Para drones profissionais a taxa de referência fica entre 4% e 10% ao ano sobre o valor segurado — bem acima da aviação tripulada, porque a sinistralidade de queda é maior e o valor residual é baixo.
Prêmio anual de referência do seguro de drone por perfil de operação (2026):
Perfil | Valor do drone | Prêmio anual estimado |
Foto e filmagem | R$ 8.000 a R$ 25.000 | R$ 600 a R$ 1.800 |
Inspeção industrial | R$ 30.000 a R$ 120.000 | R$ 1.500 a R$ 5.000 |
Agro e pulverização | R$ 60.000 a R$ 200.000 | R$ 2.500 a R$ 9.000 |
Valores de referência para 2026. O prêmio varia conforme peso máximo de decolagem, tipo de operação, área de voo, experiência do piloto remoto e coberturas contratadas. O RETA isolado, sem casco, custa uma fração desses valores.
Sensores e acessórios de alto valor — câmera térmica, LiDAR, gimbal, baterias sobressalentes — precisam ser declarados em verba separada. Se não estiverem na apólice, a indenização considera só o corpo da aeronave.
Seguro para drone agrícola: o que muda
O drone de pulverização acumula três exposições que o drone de filmagem não tem: valor de equipamento entre R$ 60 mil e R$ 200 mil, operação diária em janela curta de manejo, e risco de deriva de defensivo sobre lavoura de terceiro.
Três coberturas merecem atenção na cotação agrícola:
Danos elétricos em bateria: a bateria é o item de maior desgaste e de maior custo unitário.
Queda por perda de sinal: em área extensa, sem obstáculos visuais de referência, o flyaway é o sinistro mais frequente.
Furto e roubo em trânsito: o equipamento passa a maior parte do tempo em deslocamento entre talhões e propriedades.
Leia também: Seguro Agrícola e Máquinas Rurais.
O que acontece se voar sem seguro RETA
Três consequências, em ordem de probabilidade:
Autorização negada: sem certificado de RETA em validade, a operação não se regulariza nos sistemas de controle e o voo comercial fica irregular.
Prejuízo integral no dano a terceiro: pelo art. 927 do Código Civil, o operador responde com o próprio patrimônio — CNPJ ou CPF — por dano corporal, material e moral.
Recusa do casco: um voo não autorizado costuma configurar agravamento de risco. Ter casco e não ter RETA pode significar ter os dois inúteis no sinistro.
Coberturas e quando cada uma entra
Cobertura | Protege contra | Indicação |
RETA (RC terceiros) | Danos a pessoas e bens na superfície | Obrigatória em operação não recreativa |
Casco | Queda, colisão e perda do drone | Equipamentos de maior valor |
RC operação / payload | Danos por carga acoplada (pulverização, sensores) | Agro e inspeção |
Acidentes do operador | Lesões ao piloto remoto | Opcional |
Tabela de custo de referência (2026)
Perfil | Valor do drone | Prêmio anual estimado* |
Foto/filmagem | R$ 8.000 a R$ 25.000 | R$ 600 a R$ 1.800 |
Agro/pulverização | R$ 60.000 a R$ 200.000 | R$ 2.500 a R$ 9.000 |
Inspeção industrial | R$ 30.000 a R$ 120.000 | R$ 1.500 a R$ 5.000 |
*Estimativas 2026; o valor depende de peso, operação, área e coberturas.
Dica: contrate o RETA antes do primeiro voo comercial. Sem ele, além do risco financeiro, a operação fica irregular perante a ANAC e o seguro de casco pode não responder em voo não autorizado.
Seguro para drones agrícolas: da exigência do RETA à proteção total da lavoura
O avanço da agricultura de precisão transformou os drones de pulverização e mapeamento em ferramentas indispensáveis no campo. Contudo, enquanto o Seguro RETA é a exigência legal obrigatória perante a ANAC para cobrir danos a terceiros, ele não protege o equipamento em si. Em operações rurais complexas, colisões acidentais, ventos fortes e quedas geram prejuízos massivos em aeronaves de alto valor.
Para suprir essa lacuna, o mercado desenvolveu apólices exclusivas para drones agrícolas, integrando a cobertura de casco, danos elétricos em baterias, queda por perda de sinal e furto no transporte. Essa blindagem sob medida assegura que sua pulverização não seja interrompida no pico do manejo da safra. Solicite um estudo personalizado e proteja sua frota com quem entende de agronegócio.
Tópicos do Artigo:
1. O Seguro RETA obrigatório vs. Seguro de Casco patrimonial
No mercado de aviação não tripulada, existem dois tipos de seguros independentes com finalidades distintas que confundem os operadores: o Seguro RETA e o Seguro de Casco (Danos Físicos).
O Seguro RETA (Responsabilidade Civil do Transportador Aéreo) é o seguro de responsabilidade civil obrigatório por lei para qualquer drone que opere comercialmente no Brasil. Ele funciona de forma análoga ao DPVAT dos automóveis, mas voltado para o espaço aéreo. O seu objetivo exclusivo é garantir a indenização por danos materiais, corporais ou morais causados a terceiros na superfície em decorrência de acidentes com o drone (como a queda do equipamento sobre um pedestre ou um veículo). Sem a apólice de RETA ativa, o piloto não consegue registrar as operações nos sistemas de controle e comete uma infração aeronáutica grave.
Por outro lado, o Seguro de Casco protege o patrimônio do proprietário. Se o seu equipamento sofrer um flyaway (perda de sinal de controle), colidir contra uma estrutura ou cair em um lago durante o mapeamento, o Seguro RETA não indenizará o seu prejuízo. Para reaver o valor de reposição de drones caros (como as linhas DJI Matrice ou Agras), é necessária a contratação da cobertura de Casco e Equipamentos Adicionais (câmeras térmicas, sensores LiDAR e gimbals), que cobre danos físicos por acidentes e subtração sob violência.
2. Regulamentação ANAC e DECEA: O peso da aeronave define a regra
O arcabouço regulatório que rege as aeronaves não tripuladas é liderado pela ANAC (através do Regulamento Brasileiro de Aviação Civil Especial - RBAC-E nº 94) e pelo DECEA (através da ICA 100-40). A legislação divide os drones em três classes com base no Peso Máximo de Decolagem (PMD), que inclui a bateria e a carga útil (sensores ou insumos agrícolas).
Equipamentos com peso inferior a 250 gramas estão dispensados de registro e contratação de seguro se operados de forma estritamente recreativa. No entanto, qualquer operação de natureza comercial, corporativa ou de prestação de serviços, independentemente do peso do drone, exige o porte obrigatório do Certificado de Seguro RETA em plena validade, sob pena de apreensão do equipamento e multas administrativas que podem paralisar o CNPJ da empresa operadora.
3. Tabela técnica: Classes de Drones e exigências de seguros
Para entender em qual categoria o seu modelo se enquadra e quais são as obrigações legais de seguros exigidas para decolar, consulte a tabela técnica consolidada:
Classe ANAC | Faixa de Peso (PMD) | Seguro RETA Terceiros | Seguro Casco Patrimonial |
Classe 3 | De 250g até 25 kg (Ex: DJI Phantom, Inspire, Mavic Enterprise) | Obrigatoriedade por Lei (Uso Comercial) | Recomendado (Opcional) |
Classe 2 | De 25 kg até 150 kg (Ex: Grandes Drones Agrícolas / Pulverizadores) | Obrigatoriedade por Lei (Qualquer voo) | Altamente Recomendado |
Classe 1 | Acima de 150 kg (Aeronaves Não Tripuladas de grande porte) | Obrigatoriedade por Lei + Certificação de Aeronavegabilidade | Indispensável (Exigido por Credores) |
⚠️ Fiscalização do Código Brasileiro de Aeronáutica (CBA):
Operar um drone comercial sem o Seguro RETA ou sem homologação dos sistemas da ANAC (SISANT) e DECEA (SARPAS) configura contravenção penal por expor a perigo aeronaves (Artigo 261 do Código Penal). As multas administrativas variam de R$ 3.200 a mais de R$ 40.000, além da suspensão da licença de piloto.
📋 Checklist BrSeguro para Operação Legal de Drones
Como contratar o seguro de drone
Cadastre o equipamento no SISANT e tenha o número em mãos.
Levante nota fiscal do drone e dos acessórios que quer segurar.
Defina o tipo de operação — é o que mais move o prêmio.
Informe horas de voo e certificação do piloto remoto.
Cote RETA e casco separadamente: nem toda seguradora que emite RETA aceita o casco do seu modelo.
Falar com o especialista em RETA da BrSeguro — SUSEP 202107215.
Perguntas frequentes sobre seguro de drone
Drone de menos de 250 g precisa de seguro?
Em uso estritamente recreativo, não. Em uso comercial, sim: a exigência do RETA segue a natureza da operação, não o peso. Um drone de 249 g usado para vender fotos precisa de RETA.
Quanto custa o seguro RETA de um drone?
O RETA isolado é a parte barata da apólice. O que define o custo total é o casco, que fica entre 4% e 10% ao ano sobre o valor do equipamento — R$ 600 a R$ 1.800 por ano para um drone de foto de R$ 8.000 a R$ 25.000.
O seguro de drone cobre flyaway?
Cobre, pela cobertura de casco, desde que o voo estivesse autorizado e dentro das condições da apólice. O RETA não cobre flyaway, porque não houve dano a terceiro.
Preciso de seguro para drone se sou MEI?
Sim. A obrigação do RETA é do operador da aeronave, independentemente do porte da empresa. MEI que presta serviço de filmagem, inspeção ou topografia com drone opera em regime não recreativo.
O seguro do drone cobre a câmera e os sensores?
Só se estiverem declarados em verba separada na apólice. Câmera térmica, LiDAR e gimbal são os itens mais esquecidos na contratação e frequentemente valem mais que o corpo da aeronave.
Drone agrícola precisa de cobertura diferente?
Precisa. Além do RETA e do casco, a operação de pulverização exige cláusula de responsabilidade civil por deriva de defensivo, que não está no RETA padrão.
O seguro de drone cobre multa da ANAC?
Não. Nenhuma apólice cobre sanção administrativa. O seguro responde por dano a terceiro e por dano ao equipamento; a regularidade perante ANAC e DECEA é obrigação do operador.
O seguro RETA é obrigatório para drone?
Sim. O Código Brasileiro de Aeronáutica (Lei 7.565/86, art. 281) exige o seguro RETA para aeronaves, e a ANAC, no RBAC-E nº 94, aplica a exigência aos drones (RPAS) em operações não recreativas.
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