
Seguro para Home Office e Escritório em Casa
Em resumo: o seguro residencial comum costuma não cobrir equipamento de trabalho, e quase nunca cobre bem de terceiro — como o notebook que a empresa cedeu ao funcionário em teletrabalho. O seguro home office cobre esses equipamentos contra roubo, furto qualificado, danos elétricos e incêndio, a partir de cerca de R$ 30 por mês, e pode ser contratado pelo profissional ou pela empresa.
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A sua empresa cede aparelhos para a equipe?
Existe uma lacuna previsível na maioria das empresas que adotaram trabalho remoto ou híbrido. A CLT, no capítulo de teletrabalho, determina que o contrato de trabalho estabeleça de quem é a responsabilidade pela aquisição, manutenção e fornecimento dos equipamentos e da infraestrutura. Na prática, a empresa cede notebook, celular, monitor e cadeira — e esses bens ficam de fora da apólice residencial do funcionário, porque são bens de terceiro. O funcionário acha que está coberto pelo seguro da casa dele. A empresa acha que o problema é do funcionário. Nenhum dos dois está certo, e a conta só aparece quando o aparelho é roubado.
Por que o seguro individual do funcionário não resolve
Três motivos, e nenhum deles é negociável na apólice residencial comum.
O primeiro é a cláusula de bens de terceiros: o notebook pertence à empresa, e a apólice do funcionário cobre os bens dele.
O segundo é o sublimite de eletrônicos, que costuma ser uma fração pequena do valor segurado da residência e não acompanha um notebook de trabalho, muito menos vários.
O terceiro é a área de cobertura: o seguro residencial protege o que está no endereço, e o equipamento de trabalho vive fora dele — no trânsito, no coworking, no cliente, na viagem. Some a isso a rotatividade. A cada admissão e desligamento, a empresa precisaria acompanhar a apólice individual de cada pessoa, o que ninguém faz. Uma apólice empresarial de equipamentos resolve os quatro pontos de uma vez, com um contrato só e movimentação mensal de entrada e saída.
O aparelho roubado leva os dados junto
Há um segundo prejuízo que a empresa costuma descobrir depois. Celular e notebook corporativos carregam e-mail, contratos, planilha de clientes e acesso aos sistemas da companhia.
O roubo do aparelho pode configurar incidente de segurança da informação, com as obrigações de comunicação que a LGPD impõe quando há risco relevante aos titulares — e aí o custo deixa de ser o preço do aparelho e passa a ser o da notificação e da resposta ao incidente.
É por isso que a apólice de equipamentos e o seguro cyber são conversas complementares, não alternativas: uma cobre o aparelho, a outra cobre o que estava dentro dele.
Uma apólice para todos os aparelhos: o que muda
ITEM | Residencial do funcionário | Seguro de celular individual | Apólice empresarial de equipamentos |
|---|---|---|---|
Cobre bem de terceiro | Não | Não | Sim |
Aparelho fora do endereço | Não | Sim | Sim |
Vários aparelhos em um contrato | Não | Não | Sim |
Entrada e saída de funcionário | Não se aplica | Apólice por pessoa | Movimentação mensal |
Quem contrata | O funcionário | O funcionário | A empresa |
Quem recebe a indenização | O funcionário | O funcionário | A empresa, dona do bem |
Notebook, monitor e periféricos | Sublimite baixo | Fora do escopo | Sim |
Nota fiscal em nome da empresa | Dificulta o sinistro | Dificulta o sinistro | É o esperado |
A última linha resolve um atrito silencioso. Quando o aparelho tem nota fiscal em nome da empresa e a apólice está no nome do funcionário, o sinistro trava na comprovação de propriedade — e trava exatamente no pior momento. Na apólice empresarial, a titularidade do bem, a titularidade da apólice e o destinatário da indenização são a mesma pessoa jurídica.
Empresa com equipe remota: quem responde pelo notebook na casa do funcionário
A CLT, no capítulo de teletrabalho, determina que o contrato de trabalho estabeleça a responsabilidade pela aquisição, manutenção e fornecimento dos equipamentos e da infraestrutura necessária.
Na prática, a empresa cede notebook, monitor e cadeira — e esses bens ficam fora da apólice residencial do empregado, porque são bens de terceiro. Se o equipamento for roubado, a discussão sobre quem arca com o prejuízo cai no contrato e, na ausência de previsão, tende a recair sobre a empresa. Uma apólice empresarial com cobertura de bens em poder de terceiros resolve isso para toda a equipe, com um único contrato.
Tabela — o que cada apólice cobre
Situação | Residencial comum | Home office (autônomo) | Empresarial com bens em terceiros |
|---|---|---|---|
Notebook próprio do morador | Parcial, com limite baixo | ✅ | ❌ |
Notebook cedido pela empresa | ❌ (bem de terceiro) | Conforme declaração | ✅ |
Monitor e periféricos | Parcial | ✅ | ✅ |
Cadeira e mobiliário ergonômico | Parcial | ✅ | ✅ |
Danos elétricos nos equipamentos | Adicional | ✅ | ✅ |
Equipamento levado para coworking ou viagem | ❌ | Adicional | Adicional |
RC por acidente de visitante a trabalho na residência | ❌ | Adicional | Adicional |
Contratação | Morador | Profissional | Empresa, para toda a equipe |
Quanto custa o Seguro Home Office
Perfil | Valor segurado dos equipamentos | Mensalidade de referência |
|---|---|---|
Autônomo, 1 posto de trabalho | Até R$ 15 mil | R$ 30 a R$ 60 |
Autônomo com estúdio ou setup profissional | R$ 15 a 50 mil | R$ 60 a R$ 160 |
Empresa, 10 a 30 colaboradores remotos | R$ 80 a 250 mil | Sob análise |
Empresa, acima de 30 remotos | Acima de R$ 250 mil | Sob análise, por apólice empresarial |
Valores de referência para 2026. Dependem do valor declarado dos equipamentos, do CEP e das coberturas adicionais.
Seguro para Home Office: Entenda como protegemos seu patrimônio
Ele serve para proteger o seu local de trabalho e os seus equipamentos de alto valor (como notebooks, servidores, monitores e cadeiras ergonômicas) contra incêndios, roubos, danos elétricos e acidentes, garantindo que um imprevisto na sua casa não paralise a sua fonte de renda.
Desde a consolidação do trabalho remoto e híbrido, a geografia corporativa mudou. O que antes ficava guardado nos andares seguros de edifícios comerciais (computadores de última geração, mesas de edição, estações de design e documentos sigilosos) agora está na sala de estar ou no quarto de hóspedes da sua casa.
O grande problema é que a maioria dos profissionais remotos, freelancers e empreendedores acredita em um mito perigoso: o de que o Seguro Residencial padrão cobre automaticamente qualquer ferramenta de trabalho.
Essa é uma falha de planejamento que tem custado muito caro. Quando um pico de energia queima o seu MacBook Pro de R$ 20.000,00 ou um ladrão invade a sua casa e leva sua estação de trabalho inteira, descobrir que a sua apólice cobria apenas "bens de uso estritamente familiar" é um pesadelo financeiro.
🚨 Os Riscos Invisíveis de Trabalhar em Casa Sem a Apólice Correta
Transformar a sua casa em um escritório traz uma exposição dupla ao risco. Você não está apenas morando; você está operando um negócio.
A principal ameaça à sua operação no Brasil atende pelo nome de Danos Elétricos.
A infraestrutura elétrica da maioria das residências não foi projetada para suportar ilhas de edição, servidores de dados e múltiplos monitores ligados 24 horas por dia. Uma simples tempestade de verão pode gerar um curto-circuito que incinera o coração do seu trabalho em segundos. Se você for um editor de vídeo, um programador ou um day trader, a perda da máquina não significa apenas o custo do hardware; significa faturamento paralisado (lucros cessantes invisíveis).
Além disso, há a questão do roubo e da responsabilidade civil. Muitos escritórios em casa (como consultórios de psicólogos, estúdios de arquitetura ou escritórios de contabilidade) recebem clientes esporadicamente. Se um cliente escorregar e se machucar dentro da sua propriedade durante uma reunião de negócios, quem arcará com as despesas médicas e os danos morais? O seguro residencial comum negará o sinistro alegando uso comercial do imóvel.
É aqui que o Seguro Home Office se torna a única ferramenta de blindagem legal.
🛡️ Coberturas Vitais para o Empreendedor Remoto
O Seguro para Escritório em Casa é modular, permitindo que você blinde exatamente o que importa para a sua rotina de trabalho. As coberturas essenciais que estruturamos incluem:

Cobertura Básica (Incêndio, Raio e Explosão)
-
A fundação do seguro. Protege a estrutura da sua casa e o seu mobiliário corporativo (mesas ajustáveis, cadeiras premium) em caso de desastres com fogo.

Equipamentos Portáteis (Danos Físicos e Acidentais)
-
Cobertura "salva-vidas". Se o seu home office é móvel (você trabalha de cafés, coworkings ou em viagens), essa cobertura protege o seu notebook e smartphone contra danos acidentais (como deixar a máquina cair no chão) e roubos fora da residência.

Danos Elétricos a Equipamentos de Trabalho:
-
A cobertura mais acionada. Indeniza a queima de computadores, monitores, roteadores, no-breaks e periféricos por oscilações da rede elétrica da concessionária ou queda de raios.

Responsabilidade Civil (Familiar e Escritório):
-
Protege seu patrimônio contra indenizações judiciais caso terceiros (clientes, entregadores, visitantes) sofram acidentes dentro da sua casa durante o horário de expediente.

Subtração de Bens (Roubo e Furto Qualificado)
-
Reembolsa o valor dos equipamentos do seu escritório caso a sua residência seja arrombada e os itens de trabalho sejam levados.
🤝 Por que estruturar seu Seguro Home Office com a BrSeguro?
Contratar proteção para home office exige precisão técnica. É preciso declarar corretamente à seguradora que a residência possui atividade comercial, para que não haja a quebra da boa-fé no momento da regulação do sinistro (a famosa "pegadinha" das exclusões contratuais).
A BrSeguro entende a realidade do founder, do nômade digital e do prestador de serviços. Nós ajustamos as cláusulas do seu seguro para que os equipamentos da sua empresa (registrados no seu CNPJ) estejam integralmente cobertos dentro da sua casa (registrada no seu CPF). Trabalhamos com seguradoras ágeis, que garantem a reposição rápida da sua máquina para que você volte a produzir sem perder prazos.
❓ FAQ: Perguntas Frequentes sobre Seguro Home Office
O notebook que a minha empresa (onde sou CLT) me emprestou está coberto pelo meu seguro de casa?
Em regra, o seguro residencial comum não cobre bens de terceiros (neste caso, da sua empregadora). No entanto, em um Seguro Home Office bem estruturado, é possível solicitar à seguradora uma cláusula de "Bens de Terceiros sob Guarda do Segurado", ou verificar se a apólice empresarial da sua companhia possui a "Cláusula de Extensão para Home Office" (o que é responsabilidade do seu RH).
Derrubei café no meu computador de trabalho em casa. O seguro cobre?
Apenas se você tiver contratado a cobertura específica de "Danos Físicos aos Bens" ou "Acidentes de Causa Externa" (geralmente encontrada no seguro de Equipamentos Portáteis atrelado à apólice residencial). O seguro residencial básico com danos elétricos não cobre oxidação por derramamento de líquidos; isso é um dano acidental.
Sou MEI e trabalho na sala do meu apartamento. O seguro fica mais caro?
Não necessariamente mais caro, mas a formatação é diferente. Você precisa declarar o imóvel como "Uso Misto" (Residencial e Comercial). O prêmio (preço) sofre uma pequena variação porque o risco aumenta, mas essa é a única forma de garantir legalmente que a seguradora indenizará os bens atrelados ao seu CNPJ MEI em caso de incêndio ou roubo na sua sala.
Meu seguro residencial já não cobre o notebook?
Cobre parcialmente e com limite baixo. Apólices residenciais costumam ter sublimite para equipamentos eletrônicos e, mais importante, excluem bens de terceiros — o que deixa de fora exatamente o notebook cedido pela empresa. Verifique no seu residencial o sublimite para eletrônicos e a cláusula de bens de terceiros antes de concluir que está coberto.
A empresa é obrigada a segurar os equipamentos do teletrabalho?
Não há obrigação legal específica de contratar seguro. O que a CLT exige é que o contrato de trabalho ou o termo aditivo de teletrabalho defina de quem é a responsabilidade pela aquisição, manutenção e fornecimento dos equipamentos e da infraestrutura. Na ausência de previsão clara, a responsabilidade tende a recair sobre a empresa — e o seguro é a forma de precificar esse risco.
Cobre o equipamento se eu levar para um coworking?
Só com cobertura adicional para equipamentos portáteis fora do local segurado. A apólice base cobre o equipamento no endereço declarado. Quem alterna entre casa, coworking e cliente precisa dessa extensão — e é uma das mais esquecidas, justamente por quem mais se desloca.
Cobre queda de energia que queimou o computador?
Danos elétricos são cobertura adicional, disponível tanto no residencial quanto na apólice de home office. É o sinistro mais frequente em equipamento doméstico e o menos contratado. Vale especialmente em regiões com oscilação de rede.
O seguro residencial do funcionário cobre o notebook que a empresa cedeu?
Em regra, não. Apólices residenciais excluem bens de terceiros, e o equipamento cedido pela empresa é bem de terceiro na casa do funcionário. Some-se a isso o sublimite baixo para eletrônicos e a limitação da cobertura ao endereço segurado, que deixa de fora o equipamento em trânsito ou em uso fora de casa. Verifique as duas cláusulas antes de concluir que o equipamento está coberto.
Dá para segurar todos os aparelhos da equipe em uma apólice só?
Sim. A apólice empresarial de equipamentos é contratada pela pessoa jurídica e cobre o conjunto de aparelhos cedidos, com entrada e saída de itens comunicada por movimentação. É o formato adequado para empresa com rotatividade, porque não exige uma apólice nova a cada admissão. A titularidade do bem, da apólice e da indenização fica toda na empresa.
Preciso listar cada aparelho?
Depende do produto contratado. Há apólices que trabalham com relação discriminada de itens, com número de série, e há apólices com importância segurada global para o conjunto. A relação discriminada facilita a comprovação no sinistro; a global dá flexibilidade para trocar equipamento sem endosso. A escolha depende do tamanho e da rotatividade da frota.






